{"id":235,"date":"2013-02-07T09:24:43","date_gmt":"2013-02-07T12:24:43","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.brelaz.com.br\/?p=235"},"modified":"2014-06-26T14:03:20","modified_gmt":"2014-06-26T17:03:20","slug":"segundas-impressoes-sobre-fundamentos-em-organizacao-da-informacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.brelaz.com.br\/?p=235","title":{"rendered":"Segundas impress\u00f5es sobre Fundamentos em Organiza\u00e7\u00e3o da Informa\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_239\" style=\"width: 302px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/blog.brelaz.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/ciclo-da-informacao.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-239\" class=\"size-medium wp-image-239\" src=\"https:\/\/blog.brelaz.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/ciclo-da-informacao-292x300.jpg\" alt=\"Ciclo da Informa\u00e7\u00e3o\" width=\"292\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/blog.brelaz.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/ciclo-da-informacao-292x300.jpg 292w, https:\/\/blog.brelaz.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/ciclo-da-informacao.jpg 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 292px) 100vw, 292px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-239\" class=\"wp-caption-text\">Copiado de <a href=\"http:\/\/revista.ibict.br\/ciinf\/index.php\/ciinf\/article\/viewArticle\/88\/81\">revista.ibict.br<\/a><\/p><\/div>\n<p>A segunda parte dessa disciplina tratou sobre os Sistemas de Organiza\u00e7\u00e3o do Conhecimento (SOC) e contou com a presen\u00e7a de alguns dos ex-alunos do curso. Eles contribu\u00edram com seu conhecimento e alguma experi\u00eancia sobre os SOC. Esse tema foi dividido em tr\u00eas partes: Classifica\u00e7\u00e3o, Taxonomia e Ontologia. A primeira parte foi apresentada pela professora Lillian e as demais foram apresentadas por ex-alunos. O Sistema de Taxonomia foi exposto pelo doutorando Milton Shintaku e o Sistema de Ontologia, pelo doutorando Marcelo Schiessl. Ambos s\u00e3o co-autores no livro Organiza\u00e7\u00e3o da Informa\u00e7\u00e3o e do Conhecimento: conceitos, subs\u00eddios interdisciplinares e aplica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Como observado na resenha da primeira unidade, esta disciplina continua seguindo o plano de ensino que coincide com os cap\u00edtulos do livro que \u00e9 a principal refer\u00eancia nesta disciplina (ALVARES, 2012). Nesta resenha pretende-se descrever um resumo sobre os Sistemas de Organiza\u00e7\u00e3o do Conhecimento apresentados e fazer novamente uma rela\u00e7\u00e3o com entendimentos pessoais baseados nos fundamentos aprendidos nas aulas de Arquitetura da Informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h3>Classifica\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p>Acredito que seja bem adequado que a prof. Lillian, a apresenta\u00e7\u00e3o dos grupos e o livro principal de refer\u00eancia tenham feito a diferencia\u00e7\u00e3o entre a Classifica\u00e7\u00e3o como um processo humano e o Sistema de Classifica\u00e7\u00e3o como um resultado do processo de agrupar semelhantes com regras (RICHARDSON, 1972, apud ALVARES, 2012). A Classifica\u00e7\u00e3o enquanto fen\u00f4meno social \u00e9 um \u201cprocesso mental\u201d que ajuda a entender o mundo (LANGRIDE, 1973, apud ALVARES, 2012) e que n\u00f3s o fazemos a todo tempo de forma consciente ou inconsciente. J\u00e1 o Sistema de Classifica\u00e7\u00e3o utiliza conceitos logicamente estruturados que se baseiam em regras predefinidas. Uma caracter\u00edstica desse sistema \u00e9 que esses conceitos recebem cada um deles um c\u00f3digo identificador.<\/p>\n<p>Alguns Sistemas de Classifica\u00e7\u00e3o s\u00e3o bastante utilizados em um contexto de organiza\u00e7\u00e3o bibliogr\u00e1fica, como a Classifica\u00e7\u00e3o Decimal de Dewey (CDD), desenvolvido por Melvil Dewey (1851 \u2013 1931) em 1876, e a Classifica\u00e7\u00e3o Decimal Universal, desenvolvido pelos bibli\u00f3grafos belgas Paul Otlet e Henri la Fontaine no final do s\u00e9culo XIX. Esses exemplos de Sistemas de Classifica\u00e7\u00e3o s\u00e3o bastante ampliados e se prop\u00f5em a organizar informa\u00e7\u00f5es de diversas \u00e1reas do conhecimento. Entretanto a Classifica\u00e7\u00e3o pode ser utilizada para fins mais espec\u00edficos que se aplica a um contexto pr\u00f3prio: uma Classifica\u00e7\u00e3o Especializada em Economia, por exemplo, pode ser mais \u00fatil em situa\u00e7\u00f5es que exigem uma recupera\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o nesse contexto.<\/p>\n<h3>Taxonomia<\/h3>\n<p>Este Sistema de Organiza\u00e7\u00e3o deriva da Classifica\u00e7\u00e3o, mas possui como caracter\u00edstica um dom\u00ednio definido de conhecimento e \u00e9 estruturado em classes e subclasses, ou seja, de forma hierarquizada, iniciando de caracter\u00edsticas mais gerais e prosseguindo at\u00e9 as mais espec\u00edficas. A estrutura formada pela taxonomia se apresenta em forma de \u00e1rvore, onde se parte de um termo mais geral e, a medida em que se percorre nas ramifica\u00e7\u00f5es da \u00e1rvore, pode-se obter termos cada vez mais espec\u00edficos. Dessa forma um termo espec\u00edfico (\u201cfilho\u201d) s\u00f3 pode partir de um \u00fanico termo geral (\u201cpai\u201d). Este, por sua vez, pode ter um ou mais filhos.<\/p>\n<p>Apesar do Sistema de Classifica\u00e7\u00e3o poder agrupar categorias menores dentro de uma classifica\u00e7\u00e3o mais ampla, esse processo \u00e9 constru\u00eddo a partir da classifica\u00e7\u00e3o optada pelo autor que faz a classifica\u00e7\u00e3o. Na Taxonomia a hierarquia j\u00e1 possui uma forma intr\u00ednseca que n\u00e3o pode ser alterada, ou seja, uma categoria mais espec\u00edfica nunca poderia estar abaixo de outra categoria mais ampla se n\u00e3o aquela que ela descende. A Taxonomia dos seres vivos, por exemplo, aponta o le\u00e3o na ordem dos carn\u00edvoros e um macaco na ordem dos primatas. Um n\u00e3o poderia estar no lugar do outro, pois a taxonomia n\u00e3o faria mais sentido.<\/p>\n<h3>Ontologia<\/h3>\n<p>Para o entendimento deste SOC, \u00e9 importante ressaltar a diferen\u00e7a entre a Ontologia, que \u00e9 uma \u00e1rea da filosofia que representa o estudo do ser enquanto ser, e ontologias, que \u00e9 usado pelas demais ci\u00eancias e deriva de estudos relacionados ao conhecimento. Para melhor entendimento, Lima-Marques (2006) sugere que a escrita da \u00e1rea filos\u00f3fica seja feita com letra mai\u00fascula como um nome pr\u00f3prio, enquanto o termo utilizado na Ci\u00eancia da Informa\u00e7\u00e3o, que representa um sistema que possui t\u00e9cnicas para ser constru\u00eddo, seja escrito em letra min\u00fascula.<\/p>\n<p>Neste sentido, as ontologias representam um conjunto de objetos reais ou virtuais de um dom\u00ednio definido de conhecimento, seus conceitos e suas rela\u00e7\u00f5es por meio de nota\u00e7\u00e3o formal e linguagem natural. Parece ser um consenso que o processo de constru\u00e7\u00e3o de uma ontologia passa por uma fase de Classifica\u00e7\u00e3o e posteriormente de uma taxonomia. Entretanto, as rela\u00e7\u00f5es existentes na ontologia n\u00e3o se limitam a uma hierarquia em forma de \u00e1rvore, ou seja, em agrupamentos de termos mais gerais para os mais espec\u00edficos. A ontologia possui rela\u00e7\u00f5es l\u00f3gicas, baseadas nas semelhan\u00e7as; hier\u00e1rquicas; partitivas, baseadas no todo e parte; oposi\u00e7\u00e3o, baseadas nas diferen\u00e7as; e funcionais, voltadas para os conceitos de processos (ALVARES, 2012). Devido a sua complexidade, a constru\u00e7\u00e3o de ontologias requer a uni\u00e3o entre um conhecimento especializado da ci\u00eancia da computa\u00e7\u00e3o e profissionais da ci\u00eancia da informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h3>Organiza\u00e7\u00e3o da Informa\u00e7\u00e3o ou do Conhecimento?<\/h3>\n<p>Retomando as defini\u00e7\u00f5es contidas no livro de refer\u00eancia, que diferenciam os objetos de estudo da disciplina:<\/p>\n<blockquote><p>Organiza\u00e7\u00e3o do Conhecimento: visa \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de modelos de mundo que se constituem em abstra\u00e7\u00f5es da realidade.<\/p><\/blockquote>\n<blockquote><p>Organiza\u00e7\u00e3o da Informa\u00e7\u00e3o: compreende a organiza\u00e7\u00e3o de um conjunto de objetos informacionais para arranj\u00e1-los sistematicamente em cole\u00e7\u00f5es. (ALVARES, 2012).<\/p><\/blockquote>\n<p>Por essas defini\u00e7\u00f5es, pode-se intuir que o termo mais adequado para essas t\u00e9cnicas seria Sistemas de Organiza\u00e7\u00e3o da Informa\u00e7\u00e3o. A organiza\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o registrada utilizando os Sistemas de Organiza\u00e7\u00e3o parece seguir uma ordem sem\u00e2ntica intu\u00edda pelo autor. O que se registra \u00e9 considerado <em>informa\u00e7\u00e3o<\/em>, mas semanticamente, ou talvez pragmaticamente, o autor pretende comunicar-se com outrem. A inten\u00e7\u00e3o do autor \u00e9 de registrar uma quantidade de <em>informa\u00e7\u00e3o<\/em>\u00a0suficiente para que a recupera\u00e7\u00e3o desta por um usu\u00e1rio crie um <em>conhecimento<\/em>\u00a0que represente com maior grau de similaridade a <em>imagem<\/em>\u00a0que o autor possui sobre o assunto. A <em>imagem<\/em>\u00a0que o autor possui e que o usu\u00e1rio cria no momento da recupera\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o pode ser bastante aproximada, mas nunca \u00e9 a mesma, pois o &#8220;repert\u00f3rio&#8221; de cada um \u00e9 diferente.<\/p>\n<p>A recupera\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o n\u00e3o depende apenas do <em>sujeito<\/em>, mas tamb\u00e9m da ocasi\u00e3o em que este a recupera. Em momentos diferentes pode-se recuperar <em>informa\u00e7\u00e3o<\/em>\u00a0diferente. A forma\u00e7\u00e3o da <em>imagem<\/em>\u00a0recuperada pelo sujeito depende ainda do entendimento, \u00e1rea estudada por muitos cientistas da informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h4>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas:<\/h4>\n<p>LIMA, J. L. O.; ALVARES, L. Organiza\u00e7\u00e3o e representa\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o e do conhecimento. In: ALVARES, L. (Org). Organiza\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o e do conhecimento: conceitos, subs\u00eddios interdisciplinares e aplica\u00e7\u00f5es. S\u00e3o Paulo: B4 Editores, 2012. 248p Cap\u00edtulo 1, p. 21\/48.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resumo das percep\u00e7\u00f5es obtidas nas aulas da segunda unidade de Fundamento em Organiza\u00e7\u00e3o da Informa\u00e7\u00e3o. Cont\u00e9m uma cr\u00edtica que observa a falta de defini\u00e7\u00e3o entre os termos <em>informa\u00e7\u00e3o<\/em> e <em>conhecimento<\/em>, o que leva a uma falta de clareza em assuntos derivados. <a href=\"https:\/\/blog.brelaz.com.br\/?p=235\">Continuar lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[28],"tags":[],"class_list":["post-235","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-organizacao-da-informacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.brelaz.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/235","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.brelaz.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.brelaz.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.brelaz.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.brelaz.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=235"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/blog.brelaz.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/235\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":244,"href":"https:\/\/blog.brelaz.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/235\/revisions\/244"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.brelaz.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=235"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.brelaz.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=235"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.brelaz.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=235"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}