Primeiras impressões sobre Fundamentos em Organização da Informação

Fundamentos em Organização da Informação

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O tema abordado nas primeiras aulas da Profª. Lillian Alvares foi relacionado à Representação e Organização da Informação e do Conhecimento. Esse tema foi dividido em três partes: conceitos e fundamentação teórica sobre a informação, a Organização da Informação e os Sistemas de Organização do Conhecimento. Esta disciplina propõe seguir um plano de ensino que coincide com os capítulos do livro Organização da Informação e do Conhecimento (LIMA; ALVARES, 2012) de autoria da própria professora juntamente com alunos da última turma. Nestas primeiras impressões, pretende-se descrever um resumo sobre esses assuntos discutidos em sala de aula, usando esse livro como principal referência adotada no curso, e fazer uma relação com entendimentos pessoais baseados nos fundamentos aprendidos nas aulas de Arquitetura da Informação.

Informação: Conceitos e Fundamentação Teórica

Qualquer pesquisa científica que trata sobre os termos informação e conhecimento precisa esclarecer o que esses termos significam em sua área de atuação. A etimologia da palavra ajuda a entender a origem e, consequentemente, a explicação do significado do termo. Entretanto, o conceito do que é a informação ainda não é considerado um consenso na Ciência da Informação (FLORIDI, 2004). A Informação pode ser encontrada em todas as ciências, nas instituições de nossa sociedade e fazendo parte do dia-a-dia do ser humano, por isso esse termo pode causar uma dificuldade no entendimento caso ele não seja bem definido.

Na primeira aula, apesar de serem apresentadas as dificuldades apontadas por diversos autores em se fixar apenas um conceito de informação, sua definição relacionava o termo diretamente com conteúdo, forma, transmissão do saber. Dessa relação a professora entende que se origina o estudo e a pesquisa na Linha de Pesquisa em Organização da Informação (ALVARES, 2012a).

Após esse contexto, foram apresentados a Teoria Matemática da Comunicação proposta por Shannon e Weaver (1949) e a pesquisa sobre Transmissão da Informação feita por Ralph Vinton Lyon Hartley (1928). Entendo que esses trabalhos possuem uma visão de informação como mensagem. Depois foram apresentados Weinberg Report (1963), que trata sobre Transferência da Informação”, Le Coadic (1996), que fala de uma “busca pelo conhecimento” e a relação existencial que este possui com informação, e as propostas de investigação para a Ciência da Informação apontadas por Borko (1968). Não identifiquei as relações entre esses três últimos trabalhos, salvo a utilização dos termos fundamentais em que estamos tratando. Depois destes autores, foram apresentados diversos outros que também tratam dos termos em contextos diversificados, cada um em sua área de atuação.

Essa revisão bibliográfica apresentada pela profª. Lillian contribui para a argumentação de que diversos autores que propõem discutir acerca da informação e do conhecimento acabam por confundir esses termos muitas vezes por significados muito parecidos. Entendo que essa apresentação não contribui para uma busca de um conceito unificado, mas expõe esse importante problema na Ciência da Informação, uma vez que a informação é vista como objeto de estudo desta área do conhecimento.

Um aspecto importante apresentado por outros autores é a relação que a informação possui com o sujeito. Para Wersig e Neveling (1975) e para Tálamo (1996), a informação parece ser independente do sujeito, mas para Brookes (1980) e MacGarry (1984), a informação se mostra como a matéria prima do conhecimento.

Organização da Informação

A segunda aula foi iniciada pela profª. Lillian com o significado da representação. Esse termo associado à informação foi apontado como uma necessidade humana para a perpetuação do conhecimento. O surgimento da escrita é apresentado como um exemplo de representação que “promoveu um salto na produção e disseminação do conhecimento humano” (ALVARES, 2012b).

Percebe-se que a representação da informação necessita de uma organização dessa informação para que esta possa ser recuperada posteriormente com eficiência. Porém, a abordagem feita na aula confunde a organização da informação com a organização do conhecimento. Alguns autores observam a organização de documentos através dos sistemas de classificação, taxonomias, etc, como um trabalho de organização do Conhecimento. Entendo que seria mais apropriado chamar o uso desses sistemas de técnicas de organização da informação, pois o que parece estar sendo organizado é aquele objeto que foi registrado ou representado. A posição de Barité (2001) parece ser mais adequada, uma vez que este autor aponta o conhecimento como algo individual, ou seja, dependente do sujeito.

Sistemas de Organização do Conhecimento

De acordo com a definição apresentada na aula, esses sistemas se propõem a organizar e recuperar informações (ALVARES, 2012c). Os tipos de sistemas apresentados são: Sistemas de Classificação, Glossários, Dicionários, Tesauro, Taxonomias, Ontologias, Redes Semânticas.

A aula se baseia nessas definições com explicações mais detalhadas sobre cada tipo de sistema e, posteriormente, foi apresentado as definições de alguns autores da Ciência da Informação. Entretanto, percebe-se que ainda há uma confusão sobre o objeto que está sendo organizado. A informação e o conhecimento em alguns momentos parecem ser considerados sinônimos. Apesar da diferença apresentada pela professora na aula anterior:

Organização do Conhecimento: visa à construção de modelos de mundo que se constituem em abstrações da realidade.

Organização da Informação: compreende a organização de um conjunto de objetos informacionais para arranjá-los sistematicamente em coleções. (ALVARES, 2012b).

Essas definições apontam uma esfera mais abstrata no que se refere ao conhecimento, ou seja, está no mundo da cognição ou das ideias. A informação está em uma esfera mais objetiva, ou seja, permeia o mundo físico.

Os Sistemas de Organização do Conhecimento, então, podem ser interpretados como um conjunto de técnicas para se organizar os “objetos informacionais”, ou seja, aquilo que representa a informação documental.

Referências Bibliográficas:

LIMA, J. L. O.; ALVARES, L. Organização e representação da informação e do conhecimento. In: ALVARES, L. (Org). Organização da informação e do conhecimento: conceitos, subsídios interdisciplinares e aplicações. São Paulo: B4 Editores, 2012. 248p Capítulo 1, p. 21/48.

ALVARES, Lillian. Informação: conceitos e fundamentação teórica. Brasília, 2012a. Disponível em: <http://www.alvarestech.com/lillian/Fundamentos/Modulo1/Aula11Informacao.pdf>. Acesso em 3 dez. 2012.

ALVARES, Lillian. Organização da informação. Brasília, 2012b. Disponível em: <http://www.alvarestech.com/lillian/Fundamentos/Modulo1/Aula12OI.pdf>. Acesso em 3 dez. 2012.

ALVARES, Lillian. Sistemas de organização do conhecimento. Brasília, 2012c. Disponível em: <http://www.alvarestech.com/lillian/Fundamentos/Modulo1/Aula13SOC.pdf>. Acesso em 3 dez. 2012.

FLORIDI, L. Open problems in the philosophy of information. Metaphilosophy, v. 35, n. 3, april 2004.

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